Todo mundo precisa de remédio de vez em quando



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Não consigo escrever sobre outra coisa!



O que significa quando a gente escuta 700 vezes a música preferida de outra pessoa? Ou quando todas as músicas do mundo parecem fazer sentido? Ou quando você lê o livro que a outra pessoa mais gosta para ficar mandando as melhores frases de madrugada no celular dela? Ou quando você quer escrever poesia quando sabe que nem em prosa é boa?
O que significa essa ansiedade que bagunça a vida e só faz o relógio andar mais devagar? Ou essa sensação de vazio num fim de semana sem ele do lado? Ou a necessidade de manter contato, dizer bom dia, responder cada e-mail, colocar o celular com o volume alto na hora de dormir pra ouvir se ele fizer qualquer barulho?
O que significa o ritmo acelerado da respiração e a fisgadinha no estômago quando está perto do horário de encontrar quem sempre nos rouba um sorriso? Ou aquela insegurança que bate assim que a gente se vê (beijo? não beijo? espero?)? Ou quando temos 300 tipos diferentes de problemas no nosso dia, mas quando chega aquela mensagem fica tudo perfeito?
O que significa a calma permanente e a sensação de que tudo está no lugar certo quando se está nos braços dele? Ou o calor que invade a alma quando ele beija levemente o topo da testa? Ou quando é difícil parar de olhar pra ele, mas você precisa se controlar para conseguir fazer com que as coisas caminhem num ritmo normal?
O que significa de repente gostar muito mais de zoológico, flores, música ou fotografia? Ou querer assistir a todos os filmes do mundo para poder discutir cada história com ele? Ou então ficar procurando diferenças e semelhanças entre duas pessoas que mal se conhecem porque ele acha divertido? Ou ficar feliz quando o gerente chega no departamento porque usa o mesmo perfume que ele?
O que significa aceitar perder o rumo, a calma e o controle quando já se prometeu 200 vezes nunca mais gostar tanto de alguém? Ou acordar cedo num feriado por causa de um passeio inusitado? Ou ir dormir bem tarde porque ele chega tarde em casa e mesmo assim você quer escrever um boa noite pela internet? Ou perceber que sorriu sem querer só porque o nome dele ficou online?
O que significa quando se tem a pachorra de pegar uma calculadora para verificar quantos minutos faltam para encontrá-lo, quando na verdade faltam dias? Ou literalmente dar pulinhos de alegria quando ele diz que está com saudades? Ou sentir faltar o chão quando ele puxa o queixo de vagarinho e dá um beijo demorado?

A minha amiga Fernanda gosta quando eu conto as histórias e deixo ela adivinhar o que aconteceu, lhe dando opções de escolha. Fer, adivinha aí:

A) Estou apaixonada;
B) Estou apaixonada;
C) Estou apaixonada;
D) Estou apaixonada.