
Se eu não tivesse condromalácia patelar, sairia pela rua chutando tudo quanto é coisa que encontrasse no meio do meu caminho. Se eu não gostasse tanto da cor do esmalte que eu passei semana passada, daria socos em todos os postes que eu visse também. Seu eu não usasse aparelho, destruiria à dentadas todos os bancos daquela praça idiota que fica na frente da minha casa. E se eu não fosse tão apegada às coisas materiais, mandaria direto pro chão todos os badulaques que estão por aqui e por ali no meu quarto.
É uma raiva besta que não sara, não passa, não melhora.
Eu queria poder dizer pra todo mundo um monte de palavrões. Queria mostrar o dedo do meio da cara de alguém e dizer: fuck you, buddy! Queria estourar com as mãos todos os balões de todas as crianças retardadas, queria mandar tomar no cu todo mundo que me acha uma chata, queria que chovessem facões quando as pessoas que eu não gosto saem de casa, queria que só houvesse música hardcore e que não tivesse mais qualquer estréia de filme romântico.
Estou brava. Muuuuuito brava. E não consigo fazer essa porcaria passar, nem ouvindo Guns.
Agora estou mais brava ainda porque está um frio do ca**te, tem um ca**lho de um pernilongo no meu quarto que eu fui tentar matar e bati a po**a do meu machucado na parede.