Todo mundo precisa de remédio de vez em quando
sábado, 15 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Apenas mais uma de amor...

Eu gosto tanto dele que até prefiro esconder. Deixo assim ficar subentendido. Mentira pura e deslavada. Eu tentei. Juro que tentei. Pensei comigo mesma: vai lá, bocó, fala mesmo! Explica como se sente, explica o quanto faz bem... Até parece. Não, não... ele não vai saber de jeito nenhum. Mas eu nasci sem aquele dispositivo que faz a gente se controlar quando combina uma coisa com a gente mesmo.
É claro que tudo é uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer – o que não impede que seja gostoso, especial, diferente e tantas outras coisas que eu não conseguiria definir. E ainda assim eu acho tão bonito isso, de ser abstrato! É incrível a beleza ser mesmo tão fugaz (fugaz quer dizer rápido, veloz, transitório. Sim, eu pesquisei).
Pode até parecer fraqueza, então que se dane! Que seja fraqueza mesmo. A alegria que me dá vai sem eu dizer, porque eu costumo suspirar ou abraçar ou me ajeitar ao invés de falar as coisas que passam pela minha cabeça.
Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. Não vou deixar que medo nenhum atrapalhe essa coisa sem nome que ainda me faz caçar as palavras para classificar. Eu não tenho medo, coração, você está me ouvindo? VOCÊ ESTÁ ME OUVINDO?? – às vezes eu tenho que gritar para que ele preste atenção em mim, e não nele...
Então, sendo assim, o que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa ficar sabendo, porque eu gosto tanto dele que prefiro não esconder.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Passou!
Aquele dia que a gente pensa que nunca vai chegar sempre chega. Chega o dia completar dezoito anos, o dia do exame da carta de motorista, o dia de prestar vestibular, o primeiro dia na faculdade e o último dia daquele curso chato.
Chega o dia em que você tem que procurar um emprego, o dia do primeiro porre, o dia em que você encontra um príncipe encantado. Chega também o dia em que você bate o carro pela primeira vez, o dia em que você se apaixona perdidamente e o dia em que a sua tia diz que seu gato morreu.
Chega o dia de comprar o primeiro cigarro, o dia de pintar o cabelo de louro de repente, o dia de ficar de mal pra sempre da melhor amiga. Chega o dia em que você recebe um feedback negativo sobre o seu trabalho, o dia que você manda o chefe tomar naquele lugar (em pensamento, claro) e o dia em que você é promovido.
Chega o dia em que você fica noiva, o dia em que você descobre que ele te traiu e o dia em que você dá o troco. Chega o dia em que você sara, o dia em que você esquece e o dia que você perdoa. Chega o dia em que você tem que fazer uma viagem a trabalho, o dia em que você descobre que não pode pular e o dia em que comer doce não adianta de nada.
Chega o dia em que o seu all star fura, o dia em que volta a vestir manequim 38, o dia que você resolver alisar o cabelo e o dia que você se arrepende de ter alisado o cabelo. Chega o dia em que você percebe que sabe muito mais do que pensava, o dia em que sua avó aprende a jogar vídeo-game e o dia em que um bebê vomita no seu colo.
Chega o dia em que você precisa pedir desculpas, o dia de aceitar as desculpas e o dia de dar de ombros para o que passou. Chega o dia em que uma ligação não significa absolutamente nada, o dia em que a saudade de repente é mais forte que tudo e o dia em que de tanto jogar Tomb Raider você acha que é a Lara Croft.
Chega o dia que você descobre que é muito parecida com a sua mãe, o dia que você percebe que a sua mãe parece com a sua avó e o dia em que você tem que se virar.
Chega o dia de dizer não para aquele babaca, o dia de derrubar bebida no vestido por causa do neon e o dia de ficar pelado.
Mas o mais importante é quando chega o dia em que você descobre que deu um baile no chefão idiota daquela fase mais difícil do vídeo-game e que você já está preparado para o próximo jogo!
Eba!! A brabeza passou!
terça-feira, 11 de maio de 2010
Ainda brava. Muito brava.

Se eu não tivesse condromalácia patelar, sairia pela rua chutando tudo quanto é coisa que encontrasse no meio do meu caminho. Se eu não gostasse tanto da cor do esmalte que eu passei semana passada, daria socos em todos os postes que eu visse também. Seu eu não usasse aparelho, destruiria à dentadas todos os bancos daquela praça idiota que fica na frente da minha casa. E se eu não fosse tão apegada às coisas materiais, mandaria direto pro chão todos os badulaques que estão por aqui e por ali no meu quarto.
É uma raiva besta que não sara, não passa, não melhora.
Eu queria poder dizer pra todo mundo um monte de palavrões. Queria mostrar o dedo do meio da cara de alguém e dizer: fuck you, buddy! Queria estourar com as mãos todos os balões de todas as crianças retardadas, queria mandar tomar no cu todo mundo que me acha uma chata, queria que chovessem facões quando as pessoas que eu não gosto saem de casa, queria que só houvesse música hardcore e que não tivesse mais qualquer estréia de filme romântico.
Estou brava. Muuuuuito brava. E não consigo fazer essa porcaria passar, nem ouvindo Guns.
Agora estou mais brava ainda porque está um frio do ca**te, tem um ca**lho de um pernilongo no meu quarto que eu fui tentar matar e bati a po**a do meu machucado na parede.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
É só para eu me lembrar...

Eu sempre gostei muito mais de ouvir do que de falar – a não ser quando é pra fazer amizade ou quando bebi demais, mas isso não vem ao caso. Acredito mesmo naquela frase popular que diz que não é à toa que temos dois ouvidos e apenas uma boca. Muitas vezes eu me sinto triste demais, ou feliz demais, e não costumo compartilhar, pelo menos não inteiramente. Gosto de pensar que só eu sei a verdade a meu respeito.
Hoje foi um dia desses, de escutar. Não que eu não tivesse coisas pra falar, mas evitei, evitei como evito pensar sobre esse assunto também. Porém, depois de todas as coisas que eu ouvi com a devida atenção, eu preciso parar um pouquinho e lembrar a mim mesma de coisas importantes, já que eu sou beeeeem distraída.
[...]
Essa lista não adiantou de nada. Não consigo lembrar das coisas ruins, assim como também não me lembro das boas. Só me fez pensar que talvez eu tenha me tornado distraída de propósito. Eu sei que criei um muro em volta do meu coração, mas me esqueci de colocar uma portinha para as outras pessoas entrarem.
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