Todo mundo precisa de remédio de vez em quando



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Era bem o que eu precisava



"Teme menos, espera más; come menos, mastica más; quéjate menos, respira más; habla menos, da más; odia menos, ama más; y todas las cosas serán tuyas"

Provérbio Sueco

sábado, 16 de outubro de 2010

Quase 31 coisas na minha casa

Sabadão sem muita coisa pra fazer, em casa esperando das 20:00 hrs pra sair com meus amigos. Cansada de msn, twitter e orkut. Vamos fazer o que, então? Brincar de tirar foto, claro.

Dificuldade #1: Hei, por que minha câmera digital não está funcionando?
Dificuldade #2: Oxe, vou tirar foto do quê?
Dificuldade #3: Tarde nublada não tem muita luminosidade, né?
Dificuldade #4: Não cabe numa postagem as 31 fotos que eu tirei.








terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mega Sena



Eu nunca me interessei muito em apostar na Mega Sena. Pra falar a verdade eu nunca tinha apostado antes desse prêmio gigantesco de 115 milhões. E também não iria apostar se não tivessem me ligado avisando que iam fazer um jogo pra mim.

- Que números você quer?
- Ai, meu Deus... Assim, do nada?
- É, fala logo que eu estou na fila.

Olhei no papel de rascunho da minha mão, na hora do relógio, no arquivo aberto no computador e no celular. Talvez o mundo todo estivesse conectado a favor da minha sorte e me dando sinais. Eu só tinha que interpretá-los.

- Tá. 50, 57 e 11.
- Hum, que mais?
- Mais?
- É, Paula. Mega Sena são seis números.

Hum. Será que todo mundo sabe disso menos eu?

- Tá. 19, 02 e 35.

É claro que eu não ganhei. Não acertei nenhum número. Onde foi parar a sorte de principiante? Não era pra eu ter ganho essa? Deeeer, claro que não. Mas até umas oito horas da noite eu fiquei pensando: o que eu faria com todo aquele dinheiro?, como se eu realmente fosse ganhar.

É claro que a cabeça da gente voa, e a minha voa mais ainda por natureza. Primeiro eu tiraria umas férias do meu emprego pra poder curtir meu caso de amor com meus milhões (só metade do prêmio porque eu tinha prometido dividir). Acho que daí eu compraria tudo que sempre quis e me refreei, coisas toscas mesmo: os livros da Marian Keyes pra completar minha coleção, os novos DVDs de Smallville, adesivos decorativos pra pôr na parede do meu quarto, um quadro de tulipas, um rádio bom, mais roupas, mais perfumes e, claro, mais sapatos.

Munida dessas coisas eu iria à caça do meu carro novo, que não precisaria mais ser usado. E daí compraria uma casa também e tudo pra colocar dentro dela. Daí é claro que eu teria que contratar um decorador porque senão ia ser tudo rosa, amarelo, azul claro e vermelho. E ia também contratar algumas pessoas porque eu odeio organizar, arrumar e limpar. Que vida feliz que seria!

Próximo rombo no orçamento: viagens! Eu iria pra tudo quanto é lugar. Da Favela da Rocinha à Grécia. Finalmente ia ter um passaporte e ia fazer questão de carimbar qualquer lugarzinho em branco que ainda restasse. Daí, só pra não bater aquela depressão de quem não tem o que fazer – porque eu ainda estaria de férias do meu emprego – eu faria vários cursos, de línguas, de artesanato, de lutas... tudo!

Todo mundo sabe que foi somente uma pessoa que ganhou. E, como já disse, não fui eu. Pra me consolar vou continuar tentando me convencer de que a vida pra quem tem tanto dinheiro assim não tem graça. (Vai sonhando)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Coisa de criança



- Alô?
- Alô, é da casa do Osvaldo?
- Aqui não tem nenhum Osvaldo.
- Ah. Eu queria falar com o Osvaldo.
-Queee bôoom.

(¬¬’)

- Ma, é a Paulinha. Chama a vó ai pra mim.
- Por que você não joga mais Colheita Feliz?
- Ah, porque eu não gosto mais.
- Você joga o quê?
- Eu gosto de Vila Mágica. Por que você não faz um pra você?
- Como que é?
- Você cria um bichinho, cuida dele, compra roupa, comida, trabalha...
- E dá pra matar??

(¬¬’)

- E ai, você vem pra cá no final de semana?
- Não, eu vou pra Rosana.
- Ah é? Por que você vai pra lá?
- Porque eu quero, oras.

(¬¬’)

sábado, 18 de setembro de 2010

Ao contrário



Semana passada eu assisti um filme daqueles do tipo que eu adoro e meu namorado odeia: romance meloso. Podem ser todos iguais, terem finais previsíveis e não servirem pra nada além de suspirar, mas eu gosto mesmo assim.

O filme se chama “500 dias com ela” e é uma gracinha, bem daqueles que eu gostaria de ter escrito, porque é tudo que eu penso. Não dá pra descrever direito, tem que assistir. Ou melhor ainda, passar pela história.

O Tom é uma gracinha de menino apaixonado. Enquanto eu assistia, tinha uma vontade incrível de ser a Summer de alguém, de deixar alguém tão feliz somente pelo fato de existir e estar ali, presente. Ah, vá... vai dizer que você não acredita em contos de fadas? Eu sempre acreditei e não estou nem aí pra quem me acha boba (inclusive eu mesma).

* Pausa para falar de contos de fadas *

Sim, príncipes encantados existem. O problema é que nós temos uma visão distorcida do que é um príncipe encantado. E isso é tudo culpa dos livros, das músicas, dos filmes. Você já reparou que todos os contos, TODOS, tratam só do começo da relação? Acabam bem na hora que eles se casam, geralmente pouquíssimo tempo depois de ficarem juntos. Todo começo é perfeito, cheio de emoção, paixão, vontade... E daí alguém inventou aquele “E viveram felizes para sempre” pra não decepcionar a gente com o que sempre vem pela frente.

* Voltando sobre o filme *

Claro que todo filme de romance tem alguma decepção no caminho, faz parte do roteiro. E que tombo que o Tom levou. E puxa vida, eu conheço direitinho todo o caminho pra frente, igualzinho igualzinho. E então eu percebi que na verdade, não sou a Summer de ninguém, eu sou o Tom. Que coisa, né? A gente nunca pode ser o que quer.