
O que se pode dizer de uma pessoa que adora sertanejo, punk e eletrônica? Que aaaaaaama festa junina e odeia natal e aniversário? Que é apaixonada pelos sobrinhos, mas não quando eles babam? Que leu 698 páginas de “Um bestseller pra chamar de meu” em uma semana e demora 3 meses pra ler as últimas 50?
Eu sou meio assim. Uma mistura de tudo, um pedacinho de cada coisa que eu mais gosto. Nunca tenha manias engraçadas perto de mim porque eu roubo todas... Faço o bico da Fer, as caretas da Dani, uso as expressões da Lela, arregalo os olhos como o Fernando, falo manhoso como o De, uso o “huuuum” da Lidi e mais um monte de coisa.
Eu sei, deve ser falta de originalidade.
Gosto muito de unha colorida e pareço criança numa loja de doces quando vou a manicure. Por mim eu pintava uma unha de cada cor – e juro que ultimamente tenho sido incentivada a isso. Cores! Eu adoro todas elas! Ainda mais as engraçadas.
Acho que ainda não cresci tudo que precisava pra ser adulta. Preciso parar de fazer manha, de querer colo, de amar sorvete, de colecionar bichinho de pelúcia, de rir escandalosamente, de ser apaixonada por lápis de cor, de ver desenho, de dar pulinhos quando estou feliz, de tomar Yakult pelo fundo. A vida de gente grande não é tão legal quanto a gente pensa. Eu devia ter estado na estação certa quando era mais nova.
De qualquer forma, ainda tem muito tempo pela frente. E, quem sabe, eu posso me mudar várias vezes ainda. Não uma metamorfose ambulante (porque eu não gosto muito de Raul, não), mas alguém que não seja enjoável.